Tombamento

Diante de tantos problemas, das denúncias constantes na imprensa, e o agravante processo de demolições das casas nos patamares da serra, surge entre a década de 70 e 80 o Movimento Pró-Paranapiacaba, constituído por pesquisadores da FAU-USP e da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC.

Este movimento organizou um primeiro simpósio em 1983, que contou com a participação de diversas entidades e resultou na formação da Comissão Especial Pró- Paranapiacaba, apoiada pela Prefeitura de Santo André. Em 1985, houve um segundo simpósio, onde foi concluída a necessidade de elaboração de um Plano Integrado, que assegurasse a preservação de todo o conjunto. Assim, esta comissão foi ampliada, recebendo a participação de diferentes órgãos públicos e entidades civis, destacando-se o CONDEPHAAT(Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado), responsável pelo processo de Tombamento da Vila, e a EMPLASA(Empresa Metropolitana de Planejamento de São Paulo) responsável pela elaboração de um plano de preservação e revitalização do patrimônio.

No final de 1985, a Rede Ferroviária Federal decidiu pela suspensão do processo de venda das casas( projeto defendido pela Rede desde 1982) da Vila de Paranapiacaba, até que seja definido um plano que permita a preservação e a auto sustentação.

Em 1986, a Rede entregou ao público o sistema funicular entre o 4o e 5o patamares e o Castelinho, que passou a brigar o Centro de Preservação da História de Paranapiacaba, ambos operados pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária . Tal fato, atraiu novamente "os olhos da imprensa" e um maior número de turistas.

O ano de 1987 foi marcado pelo Tombamento da Vila e seu entorno, o que foi bastante comemorado devido a possibilidade de obter os benefícios da Lei Federal 7505 – Lei Sarney – para a revitalização da vila. Porém , o Plano de Preservação e Revitalização da Vila da EMPLASA, constava apenas de diretrizes gerais e tratava os problemas de maneira superficial, o que implicava na realização de um detalhamento para a sua implantação.

O emaranhado de entidades e órgãos envolvidos na Questão "Paranapiacaba", onde ninguém pode encabeçar o processo de revitalização de maneira autônoma, criou um impasse burocrático. Assim, todos as iniciativas realizadas na Vila ocorreram apenas de forma pontual.