No curso de arquitetura ocorre uma expectativa estabelecida na relação professor-aluno convergido para vivência da arquitetura nas suas formas mais amplas. Das noções básicas ao aprimoramento do repertório visual e crítico do espaço construído, são alguns desses fatores decorrentes da preparação para novas possibilidades na futura vida profissional. Tal processo pode ser encarado de forma análoga aos passos iniciais de uma criança no seu primeiro ano de vida. Para engatinhar começa no chão, se arrastando, até estabelecer firmeza nas pernas e equilíbrio no corpo para caminhar, de pé, agora distante do chão, e observar esse mundo sob outra escala e perspectiva.

O trabalho de graduação é encarado como uma espécie de rota final do curso, a demonstração da síntese do conhecimento represado no reservatório crítico do saber. Talvez, essa nova etapa da vida pode ser vista como o início de outro caminhar, em que outras portas se abrem para o futuro profissional seguir seu próprio rumo. É dessa forma que se percebe o quanto a arquitetura já contagiou de nosso corpo: a cabeça, a pele, os ossos, e sobretudo se a possuímos nos sonhos.

No curso como na vida, é a arquitetura que nos alimenta, aguça nossos sentidos, nos alegra e entristece, emociona e evoca a lembranças e que nos orgulha de ser arquiteto.

Assim, que todos se recordam da Ana, arquiteta desde sempre. Suas atividades estiveram impregnadas de uma visão de mundo especial, a mesma que aproximam todos os arquitetos compromissados com as transformações sociais necessárias para eliminar as desigualdades ainda persistentes em nosso cotidiano.

Assim, deixou seu trabalho como sementes a serem plantadas para germinar novas idéias, desejos e paixões como as que contagiaram todos que a conheceram.

Prof. Arq. Gino Caldatto Barbosa
maio/2002